O delegado de Polícia, Daniel Régis, que chefiou as investigações que resultaram na prisão dos quatro autores da morte do menino Tiago Gabriel Schaedler, 12 anos, no mês de agosto do ano passado na Linha Cará, comentou nesta terça-feira, 7, que a condenação dos envolvidos foi justa.
Carlos Santiago, apontado como autor dos tiros, recebeu pena de 20 anos de reclusão, assim como Daniel Pilar da Rosa. Os irmãos Marcelo e Marciano Paulete, que cederam as armas e também participaram efetivamente do crime, foram condenados a 23 anos de reclusão.

Na noite do dia 1º de agosto de 2012, por volta das 20h30, os quatro homens chegaram até a propriedade da família Schaedler, no interior de Caçador, onde pretendiam cometer um assalto. Eles bateram na porta da casa e anunciaram o assalto quando o proprietário, Nilson Schaedler, abriu uma fresta da porta.

Nilson e o filho Thiago fecharam a porta impedindo a entrada dos criminosos. Dois tiros foram disparados e um deles atingiu a cabeça do menino, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Os autores acabaram fugindo sem levar nada. O caso foi investigado pela DIC – Caçador. O autor dos disparos, Carlos Santiago, foi identificado já no dia seguinte ao crime, tendo permanecido foragido até o dia 28 de agosto, ocasião em que foi preso no centro de Caçador, quando se preparava para deixar a região.
Já no dia seguinte, nas primeiras horas da manhã, foram presos os irmãos Marciano e Marcelo Paulete, que além de participarem efetivamente do crime, foram os responsáveis em ceder as armas utilizadas no crime. Eles moravam há cerca de um quilômetro da propriedade dos Schaedler.
Durante as investigações, restou comprovada ainda a participação de um quarto indivíduo, Daniel Pilar da Rosa, o qual conseguiu fugir e foi detido em outubro no município de Palma Sola, no oeste catarinense, confessando participação no crime.
Em entrevista ao Portal Caçador Online, o delegado Régis lembrou que o crime foi brutal e chocou a comunidade caçadorense. Segundo ele, o trabalho da polícia foi uma resposta para a sociedade e principalmente à família da vítima.

“Sabemos que o Thiago jamais voltará, mas o nosso trabalho desde a investigação, a prisão e a reconstituição do crime foram com o objetivo de que o Poder Judiciário pudesse ter elementos concretos para condená-los, e agora os quatro vão pagar pelo crime que cometeram”, disse o delegado.
Régis explicou que a Polícia chegou até os acusados através de Carlos Santiago que era, em primeiro momento, o principal suspeito. “Recebemos a informação de que Carlos havia morado por um tempo nas proximidades da propriedade da família da vítima. Com isso levantamos a ficha dele e verificamos que o mesmo já tinha uma passagem pela polícia por um crime semelhante”, recordou o delegado.
Depois da primeira prisão, a Polícia Civil conseguiu chegar aos demais envolvidos.
“Na época, o crime foi tratado como prioridade. Trabalhamos dia e noite atrás de informações para dar uma resposta à sociedade”, finalizou Régis.
Penas:
Carlos Santiago – 20 anos de reclusão
Daniel Pilar da Rosa – 20 anos de reclusão
Marcelo Paulete – 23 anos de reclusão
Marciano Paulete – 23 anos de reclusão
Colabore com a Polícia Civil – Disque Denúncia 181.
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