Com intuito de sanar todas as dúvidas do latrocínio que terminou na morte do menino Thiago Gabriel Schaidler, no dia 1º de agosto, a Polícia Civil de Caçador juntamente com o perito do Instituto Geral de Perícias (IGP) realizaram na tarde desta quarta-feira, 26, a reconstituição do crime. Estavam participando os três suspeitos presos e os pais da vítima.

A simulação iniciou na casa de um dos suspeitos, onde as armas foram distribuídas e foi reproduzido cada passo dos quatro acusados até a chegada à casa das vítimas. Cada um reproduziu a sua versão que foi simulada por policiais civis de Santa Cecília.
Já na casa das vítimas, duas versões foram semelhantes e uma totalmente diferente das duas reproduzidas antes. Os acusados deram a sua versão desde a hora que chegaram à propriedade até o momento do disparo e consequentemente a fuga.

O intuito da reprodução do crime foi para descobrir quem carregou as armas e quem efetuou os disparos, pois nos depoimentos há muitas contradições.

Para o delegado, responsável pela Divisão de Investigação Criminal de Caçador (DIC), Daniel Régis, a reprodução simulada é muito importante quando há contradições das partes. Ele disse ainda que esse trabalho será muito importante para sanar todas as dúvidas em relação ao caso, para que o mais rápido possível possa concluir o inquérito e encaminhar ao Poder Judiciário.

A ação teve a participação dos policiais da DIC, da Polícia Civil de Santa Cecília e os pais do menino Thiago.

Régis revela que agora basta aguardar o resultado do laudo pericial que deve ficar pronto em até 10 dias, para que se não descobrir o autor dos disparos, possa ao menos ver a característica de cada um e por fim chegar a uma conclusão.

“Iniciamos a reprodução simulada na casa onde foi feita a distribuição das armas e fomos até a residência das vítimas, onde simulamos cada passo, tanto dos suspeitos como os passos dos pais da vítima. Também foi feita a projeção dos disparos para saber o qual deles atingiu Thiago”, explica o delegado.

Para o delegado, cada versão tem sua característica e por isso foi feita a simulação com o perito para que possa avaliar cada uma delas e avaliar e chegar à versão real dos fatos. Régis diz ainda que são quatro envolvidos, sendo três presos e um ainda encontra-se foragido, mas que a polícia já está seguindo os passos desse suspeito e a prisão deve acontecer até o encerramento do inquérito.

Régis comenta ainda que como os três suspeitos estão presos temporariamente para fins de investigação, esse prazo acaba nesta quinta-feira, mas que ele já pediu a prorrogação da prisão deles para mais 30 dias até que possa concluir o inquérito e pedir a prisão preventiva.

Segundo o delegado, da casa onde aconteceu o encontro dos suspeitos até a residência das vitimas dá em torno de cinco quilômetros. Régis afirma que eles estavam com planos de cometer o crime e pelo armamento que eles portavam estavam preparados para eventual confronto.

Régis conta ainda que depois do crime, as armas ficaram enterradas por aproximadamente 10 dias, e quando os suspeitos acharam que não tinha mais perigo e que a investigação havia acabado, foram e pegaram o armamento novamente.

O delegado conta ainda que os quatro responderão pelo crime de latrocínio consumado, mesmo eles não terem levado nada da propriedade. A pena varia entre 20 a 30 anos de prisão.





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