3 de outubro de 2026
Nota oficial

Cobalchini se posiciona sobre votação no impeachment

Deputado votou pelo retorno de Carlos Moisés ao Governo do Estado

Por Caçador Online

O tribunal de julgamento absolveu nesta sexta-feira (7) o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), por crime de responsabilidade na compra dos respiradores para pacientes da Covid-19 por R$ 33 milhões. A sessão terminou por volta das 14h30. 

Foram 6 votos a favor do impeachment e 4 contrários. Para que ele fosse condenado, seriam necessários pelo menos 7 votos pelo seu afastamento. Com isso, Moisés acabou absolvido.

Um dos quatro votos que garantiram o retorno de Carlos Moisés ao governo foi do deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB). Após a sessão, o parlamentar divulgou uma nota justificando o voto.

Nota oficial 

Votei, antes de mais nada, com a minha consciência. Aprendi com o saudoso Governador Luiz Henrique que podemos brigar com quem quisermos, até mesmo com o pai ou com a mãe. Só não podemos lutar contra a nossa consciência.

Todos os meus posicionamentos, desde o início deste desgastante processo, foram sempre pautados pelo Direito, pela técnica e pelas provas que estavam nos autos. Foi assim na CPI dos Respiradores, foi assim quando relatei a admissibilidade do impeachment em plenário e, mais uma vez, foi assim durante o julgamento.

Citei diversas vezes os fatos supervenientes. Na linguagem do Direito, fatos supervenientes são aqueles fatos que acontecem após o início de um processo. E que fatos foram estes que balizaram nossa posição final?

É bem simples: órgãos como o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público de Santa Catarina, a Polícia Federal e, por fim, o Superior Tribunal de Justiça, analisaram nos mínimos detalhes a participação do Governador Carlos Moisés neste lamentável episódio.

Todos estes órgãos foram unânimes: o Governador Carlos Moisés não tinha tido qualquer participação ou recebido qualquer benefício por esta absurda aquisição.

A Procuradora Lindôra Araújo, responsável por analisar este caso na Procuradoria Geral da República, foi enfática em suas conclusões: nem mesmo por omissão o Governador poderia ser responsabilizado, já que tomou todas as medidas necessárias assim que soube do ocorrido.

O fato do Governador ter sido inocentado e retornar ao cargo, no entanto, não significa de modo algum que o caso dos respiradores tenha sido encerrado. Se o estado já recuperou, até o momento, pouco mais de R$ 14 milhões, não podemos parar até recuperar os R$ 33 milhões usados na compra. E, principalmente, vermos todos os responsáveis por este crime contra o povo catarinense devidamente punidos.

Agora entendo que chegou o momento de olharmos para frente. Santa Catarina precisa seguir a busca da normalidade institucional. Estamos, ainda, enfrentando uma pandemia, que já ceifou a vida de mais de 13 mil catarinenses.

Temos problemas a enfrentar na economia, com milhares de desempregados e centenas de empresas fechando as portas.

É hora de virar esta página.

De unir os catarinenses em torno daquilo que interessa: o desenvolvimento do nosso estado.

Hoje vou dormir com a consciência tranqüila.

Certo de ter feito Justiça e ajudado Santa Catarina a reencontrar o rumo do desenvolvimento.

Como foi a votação do tribunal

Desembargadora Sônia Schmidt - favorável ao impeachment de Moisés

Deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) - contrário ao impeachment

Desembargador Roberto Pacheco - favorável ao impeachment

Deputado estadual José Milton Scheffer (PP) - contrário o impeachment

Desembargador Luiz Zanelato - favorável ao impeachment

Deputado Valdir Cobalchini (MDB) - contrário ao impeachment de Moisés

Desembargadora Rosane Portella Wolff (relatora) - favorável ao impeachment

Deputado Fabiano da Luz (PT) - contrário ao impeachment de Moisés

Desembargador Luiz Fornerolli - favorável ao impeachment

Deputado estadual Laércio Schuster (PSB) - favorável ao impeachment



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