3 de outubro de 2026
Caçador

Projeto proíbe demissão de servidores da Prefeitura em caso de calamidade pública

Vereadores justificaram que servidores são essenciais para manutenção de serviços

Por Câmara de Vereadores

Os Vereadores Rubiano Schmitz (PP), Marcos Creminácio (PDT) e Adriano Pares (PSDB) protocolaram na tarde desta quarta-feira (20) na Câmara, o Projeto de Lei Complementar 01/2020, de autoria dos três parlamentares, que altera a Lei Complementar nº 163/2010, que disciplina sobre a contratação de servidores públicos temporários na prefeitura de Caçador. Os autores incluíram na nova redação a vedação de dispensa ou alteração no contrato original de trabalho desses profissionais em caso de decretação de estado de calamidade pública ou de emergência no Município.

O Projeto prevê que tal medida passe a valer para os Servidores Públicos com contratos vigentes já em 2020, desde que atenda os requisitos do respectivo processo seletivo em função de concursos de títulos e/ou provas.

Na justificativa, os Vereadores destacam que a situação gerada pela pandemia do Covid-19 fez com que o Poder Executivo Municipal, sem comprovar com dados e números claros, cortasse  vantagens e demitisse servidores em setores essenciais, desrespeitando os limites e princípios constitucionais. Em contrapartida, mantém obras e outros processos administrativos que ferem a economicidade e os princípios constitucionais.

Para eles a manutenção de serviços básicos de saúde, educação, obras emergenciais e outros correm riscos casos estes servidores sejam dispensados. "O combate a esta pandemia e seus efeitos aterradores são produzidos por centenas de Servidores Públicos que, abnegados, enfrentam com coragem e profissionalismo esta terrível doença. Além disso, é importante lembrar que a educação, cultura, esporte, segurança pública, programas sociais e tantos outros, ainda que não imediatamente, combatem os efeitos nocivos da pandemia", destacam os autores.

Após o protocolo, o Projeto será lido no expediente da próxima sessão ordinária da Câmara e, posteriormente, analisado nas Comissões Técnicas pertinentes. Em seguida, vai à votação em plenário e, sendo aprovado, segue para sanção do Prefeito.

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