Poucas semanas antes de competir na 38ª edição dos Joguinhos
Abertos de Santa Catarina na modalidade atletismo, que já está em andamento em
Blumenau, o atleta caçadorense Luiz Eduardo Veiga Machado, de 18 anos, adquiriu
tendinite patelar e tendinite dos extensores.

A lesão exigia pelo menos um mês em repouso. Apesar disso, o
preparo prévio foi o suficiente para que conquistasse a medalha de prata na
etapa estadual dos Joguinhos, que para a modalidade aconteceu no último fim de
semana.
“Eu treinei apenas 14 dias antes de competir, devido à
lesão. Por isso estou muito feliz com o resultado. Considero uma conquista
importante para minha carreira e para Caçador”, afirma o atleta.
Eduardo, ou Dudu, como é apelidado, já treina atletismo na
Pista Olímpica de Caçador com o professor da Secretaria Municipal de Esporte, e
representa o município nas competições da Fundação Catarinense de Esporte
(FESPORTE) há três anos. Nos três, conquistou resultados significativos:
Em 2023, ocupou a 4ª posição na Olimpíada Estudantil de Santa
Catarina (Olesc). Em 2024, conquistou a medalha de ouro na mesma competição e a
terceira colocação nos Joguinhos Abertos. Em 2025, os títulos continuaram
crescendo: 5º lugar nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), 1º lugar nos
Joguinhos, 2º lugar na Olesc e 4º lugar nos Jogos da Juventude e no Campeonatos
Brasileiros Loterias Caixa de Atletismo Sub-18.
Para ele, 2025 foi seu ano de maiores conquistas. Segundo
Dudu, o apoio de seu treinador credenciado pela Secretaria Municipal de Esporte
e Lazer, Dioney Carlet, foi essencial para melhorar seu desempenho em pista e
principalmente para lidar com pequenos fracassos e desafios diários. Apesar de
não conquistar o tempo mais rápido na Olesc durante sua última participação,
conquistou o primeiro lugar.
Um mês depois, quebrou um recorde ainda maior, a nível
nacional, nos Jogos das Instituições Federais (JIF) de 2025: completou os 1.500
metros em 4 minutos e 8 segundos. “Foi
um momento muito importante para mim, que me fez acreditar ainda mais no meu
potencial. Quando eu perdi o recorde da Olesc, foi bem díficil. Mas um mês
depois provei que conseguia evoluir mais”, afirma.
As colocações permitiram que Eduardo fosse contemplado com a
Bolsa Atleta da Prefeitura de Caçador nos últimos 3 anos, um subsídio mensal
renovado anualmente que o ajuda a continuar treinando. “A Bolsa Atleta é um
valor que ajuda com equipamentos principalmente. Tênis de corrida e sapatilhas
próprias para competição desgastam muito fácil. Além de custear exames médicos
de rotina”, explica.
O atleta pretende continuar treinando em Caçador e
representando a cidade. Hoje, são 30 atletas de atletismo no município, desde
as categorias de base até os adultos. Para Dioney, o potencial deles é
incentivado pela Prefeitura de Caçador.
“Principalmente no que diz respeito à alimentação e
transporte para competir. Nossos atletas tem muito potencial e pretendemos
continuar trabalhando nas suas deficiências para melhorar o desempenho de cada
um, como fizemos com o Dudu”, enfatiza.