Consultoria para novos produtos e mercados, suporte para
acesso a crédito e incentivos públicos e capacitação para funcionários em
situação de inatividade são serviços gratuitos que integram o desTarifaço,
pacote lançado pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc) nesta quinta-feira,
28. No foco do programa, estão as indústrias exportadoras e os trabalhadores
afetados pelo aumento nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

“O impacto do tarifaço não é uniforme. Em alguns casos,
temos pequenas e médias indústrias com mais de 90% do seu faturamento
comprometido. Temos que dar apoio a estas empresas e seus trabalhadores”,
destaca o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.
Confira detalhes do desTarifaço em destarifaco.fiesc.com.br
Estudo preliminar feito pela FIESC mostra um impacto
proporcionalmente maior para pequenas e médias cidades de regiões como Planalto
Norte, Meio-Oeste e Serra. “Atuamos também para preservar a força de trabalho
nestas regiões, evitando o agravamento de problemas sociais”, acrescenta
Seleme.
O desTarifaço é integrado por serviços especializados,
oferecidos pela Fiesc e suas entidades: Senai/SC, Sesi/SC e IEL/SC. Confira
alguns dos produtos disponibilizados:
À indústria
- Apoio na busca por crédito e benefícios governamentais
- Consultoria para abertura de novos mercados
- Consultoria para adequação de produtos e linhas de
produção
- Auxílio na obtenção de bolsistas especializados para
reposicionamento
- Consultoria jurídica sobre os recursos da CLT e para
negociações sindicais
Aos trabalhadores destas indústrias
- Capacitação de funcionários em situação de inatividade
- Recapacitação de trabalhadores demitidos, com vistas aos
setores com carência de mão de obra
- Acompanhamento psicológico para recolocação profissional
Ações de articulação institucional
Em outra frente de atuação, desde a apresentação das
“tarifas recíprocas” pelo governo dos EUA, no começo de abril, a Fiesc se
mobiliza institucionalmente na abordagem do tema. Ao longo deste período, a
entidade atuou em diversas esferas. Confira destaques:
Escuta ativa da indústria, a partir de pesquisa com
exportadores e nas reuniões de suas Câmaras Setoriais e Temáticas.
Produção de conteúdo de inteligência, a partir de reuniões
com especialistas, como Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, e na
elaboração de estudos econômicos.
Estabelecimento de caminhos possíveis de atuação conjunta
com sindicatos laborais, visando a preservação da produção e dos empregos.
Articulação e colaboração técnica junto ao Governo do Estado
na elaboração do pacote tributário e financeiro de ajuda a exportadores,
lançado na Fiesc.
Defesa de ações pragmáticas junto ao governo federal, em
encontros com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e a secretária
de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Busca por canais diretos junto ao governo dos EUA, através
de reunião com o cônsul em Porto Alegre, Jason Green, e com o integrante da
missão da CNI aos EUA.
Na próxima semana, a Fiesc participa de uma missão
empresarial organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a
Washington, nos EUA. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo terá encontros com
escritórios de advocacia, reuniões na Embaixada do Brasil e diálogos com
autoridades do governo americano.
Debate com o setor produtivo
Na manhã desta quinta-feira, cerca de 130
representantes do setor produtivo catarinense puderam conhecer e debater as
ações e medidas incluídas no programa. Vice-presidentes da Fiesc, presidentes e
executivos de sindicatos patronais destacaram especialmente a liberação dos
créditos de ICMS para empresas afetadas. Tal medida está incluída no pacote de
auxílio lançado pelo Governo do Estado na semana passada, que contou com
participação ativa da Fiesc em sua elaboração.