Os profissionais de saúde têm observado que usuários que utilizam a insulina como parte do tratamento medicamentoso contra o Diabetes apresentam no final, pontos fracos de insulina e elevação dos níveis glicêmicos, ou seja, o tratamento acaba se tornando falho em algum ponto do processo.
Com o objetivo de estudar o motivo do problema, a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, através das pesquisadoras/professoras Claudriana Locatelli, Vilmair Zancanaro e Talize Foppa, do curso de Farmácia, trabalham na pesquisa intitulada: “Efeito da temperatura e condições de estocagem na estabilidade de insulinas comercializadas pelo SUS”. Também participa da pesquisa a acadêmica Ana Claudia Gottert.

A pesquisa conta com apoio da Fapesc, que disponibilizou recursos na ordem de R$ 35 mil para a compra de equipamentos específicos, como um espectrofotômetro na região do ultravioleta, junto com outros materiais que na sequência ficarão à disposição nos laboratórios da UNIARP para atender pesquisadores e acadêmicos.
Laboratório já está montado para o trabalho
Para determinar a estabilidade dos frascos de insulina depois que o paciente o abre, foi montado no bloco B da Universidade, o laboratório de Análise Bioquímica e Físico Químico Experimental. O local foi equipado com um espectrofotômetro com leitura na região do ultravioleta, além de geladeira, estufa, balança, centrífuga e outros equipamentos.
Pesquisa está sendo realizada em duas frentes
A pesquisa, inédita no Brasil, está sendo realizada em duas frentes. A primeira é de responsabilidade da pesquisadora Talize Foppa, no trabalho in vitro diretamente no Laboratório e com suporte da chefe de Enfermagem do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, Rita Sandoval, que fez a doação das insulinas e tem grande interesse na pesquisa, pois vive o problema de perto com os pacientes do Hospital de Florianópolis.
A segunda frente de trabalho é desenvolvida pelas pesquisadoras Claudriana Locatelli e Vilmair Zancanaro na pesquisa in vivo, diretamente com pacientes usuários de insulina. Elas estão indo até as casas dos pacientes para a coleta do sangue e posterior análise. A meta é acompanhar de 200 a 300 pacientes que façam uso de insulina.
As pesquisadoras estão procurando inicialmente os pacientes cadastrados na Farmácia do SUS, junto a Secretaria Municipal de Saúde (PET), mas todas as pessoas que precisam fazer uso de insulina podem participar.
“Quem tiver interesse, pode entrar em contato e agendar a nossa visita para a coleta do material, ou também pode deixar seu nome diretamente na Farmácia do SUS”, informa a professora Claudriana.
O trabalho deverá ser concluído no final de 2011, com a apresentação dos resultados da pesquisa.
Informações e cadastros para participar da pesquisa podem ser feitos na Coordenação do curso de Farmácia da UNIARP. Telefone: 3561-6257 as terças e quartas-feiras à noite e sextas-feiras pela manhã.