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Nesta quarta
Profissionais da saúde realizam mobilização contra hepatites virais
27/07/2010 19:23 - CAÇADOR ONLINE
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A Secretaria Municipal da Saúde, através da Vigilância Epidemiológica de Caçador, realiza nesta quarta-feira, 28, mobilizações no Dia Mundial de Luta contra as hepatites virais. Durante todo o período, equipes do Programa Saúde da Família, agentes comunitários e outros gestores estarão atuando nas unidades de saúdes e na Praça Nossa Senhora Aparecida, distribuindo material informativo e realizando orientações sobre os principais cuidados para evitar a doença. Na Praça, também acontecerá sorteio de camisetas.

De acordo com a enfermeira Paula Brustolin Xavier, o objetivo é sensibilizar a comunidade sobre os perigos e a importância dos métodos de prevenção. “As hepatites virais são graves problemas de saúde pública e nossa região tem uma incidência bastante alta. Em Caçador, a cada mil pessoas, há 5,5 delas notificadas por algum tipo de hepatite. As hepatites virais (A, B e C) são descobertas através de exames”, afirma.

Na maioria dos casos das doenças, não há sintomas e a transmissão pode ocorrer no compartilhamento de escova de dentes, lâminas de barbear, secreções ou até mesmo com a ingestão de frutas e verduras mal lavadas.

Segundo uma pesquisa divulgada no final do ano passado pela Sociedade Brasileira de Infectologia, a cada ano ocorrem cerca de 37,5 mil casos de hepatites virais no País. As mais comuns são as do tipo A e B, seguidas pela do tipo C.

A hepatite A é transmitida por objetos e alimentos contaminados, mas tem vacina e, no geral, é mais fácil de tratar. Indica-se repouso, dieta sem gordura e a não ingestão de bebidas alcoólicas.

A hepatite B, apesar de ter também uma vacina preventiva, pode ser transmitida por objetos contaminados e por via sexual. O tratamento com remédios pode levar meses para se chegar à cura e, em 5 a 10% dos casos, se cronifica, ou seja, se instala no organismo por vários anos, complicando a saúde do paciente.

Já o tipo C da hepatite é mais transmitido por sangue e derivados, em relações sexuais sem camisinha e no compartilhamento de objetos, mas não tem vacina preventiva e se cronifica em 85% dos casos.

“É importante ressaltar que vacinas contra as hepatites estão disponíveis em nossas unidades de saúde para qualquer pessoa até 21 anos”, encerra Paula.

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