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Direito Ambiental


Amazônia

Prezados leitores;  em resposta ao caro Engenheiro Ambiental Marcos Nunes  que escreveu para este colunista, posso dizer que muito se tem falado sobre a degradação ambiental na Amazônia, no entanto nos resignamos a uma visão puramente ambientalista ou usurpadora dos recursos naturais e não nos atentamos para as minúcias das questões relativas a alternativas de subsistência dos povos que dependem de tais recursos, ou ainda dos empresários ou fazendeiros que degradam a natureza e não se importam com o social pois se instalam muitas vezes e após ter obtido lucro com a exploração ambiental não atentam para suas terras improdutivas (muitos trechos não são agricultáveis) e quando implantam pastagens não geram muitos empregos, pois são necessários poucos funcionários para manejar o gado, sem falar na recuperação de florestas que quando manejadas de forma inadequada não se regeneram, ou demoram muitos anos para isso, ficando nestes locais somente terras nuas e grandes extensões de favelas.

É provável que a cultura seja fator preponderante para o comodismo de somente extraírem os citados recursos naturais, aliada à falta de suporte e orientação de políticas governamentais na área que perduraram por muitos anos, daí a diferença de países como os Estados Unidos que foram degradando o meio ambiente e evoluindo ao menos cultural e economicamente em detrimento  de países de terceiro mundo que degradam e não evoluem e não investem em educação pois assim torna-se mais fácil a manipulação dessa massa iletrada colocando em cheque a economia pois a concorrência industrial com países como a China é inviável pois a mão de obra lá é mais barata ainda que aqui e assim podem produzir produtos de qualidade a preços irrisórios, ou seja, muitos empresários brasileiros podem começar a achar mais interessante a especulação financeira do que a geração de empregos, engrossando o problema social e econômico e reduzindo o consumo gerando recessão. Saliento que ainda há o alto custo do frete da Amazônia para o Sul e Sudeste e em consequência para o escoamento nos portos, pois os portos do Norte e Nordeste não comportariam um aumento na produção a longo prazo e a transmodalidade praticamente inexiste.

Resumindo, acredito que as unidades de conservação devem ser respeitadas por todas as esferas da sociedade assegurando os remanescentes de fauna e flora e deve ocorrer a utilização sustentável dos recursos naturais do restante do país pois em poucos anos não haverá alimentos para a população que cresce exponencialmente.
 


Fonte : IBAMA


 Fonte: IBAMA

Estruturação da Floresta Nacional de Caçador

Devido a 10 anos de abandono das estradas e aceiros do interior da Flona de Caçador será implantada em 2013 uma Brigada de combate a incêndios Florestais, e o Edital para contratação já está sendo elaborado devendo ser contratados inicialmente 7 brigadistas; o curso de formação deverá ocorrer em meados de Março do ano que vem.

 
Brigada do ICMBio

Antonio Fabricio Vieira é Analista Ambiental do ICMBio, Biólogo Especialista em Manejo Integrado de Fauna e Flora, Agente de Fiscalização e Chefe da Floresta Nacional de Caçador.


Antonio Fabricio Vieira

fabricioicmbio@gmail.com